FanFic - Um Toque Do Destino

Capítulo 1
Coffee Break

Estava cansada. Andara a manhã inteira e só havia comprado os presentes de sua mãe, seu irmão e seu pai. Faltava o de Angela, seus editores, alguns colegas do laboratório... E o de seu marido. Por que mesmo havia de comprar um presente para ele? Brigavam quase sempre, pela falta de tempo dela e desinteresse na relação. Ela estava cansada do ciúme doentio dele. Resolveu tomar um café, uma vez que já se passavam das 10 horas e ela não havia comido nada ao sair de casa.
Entrou no coffee bar. Estava lotado. Com dificuldade encontrou uma mesa vaga. Possivelmente a última, pensou.
Uma garçonete, com um sorriso simpático veio atendê-la.
– Bom dia! – disse-lhe entregando o cardápio
– Bom dia. – ela olhou o cardápio rapidamente – Vou querer um cappuccino médio e uma cheesecake, por favor.
– É pra já.
Após alguns minutos ela retornou com o pedido.
– Aqui está. Desculpe senhora, posso lhe pedir uma coisa?
– Claro. – ela respondeu sorrindo.
– Há um senhor que gostaria de uma mesa, mas estamos praticamente lotados. Teria como ele sentar-se com a senhora, já que há um lugar vago aqui?
– Sim. Não tem problema.
– Obrigada. – ela acenou para o homem que veio em direção à mesa. A garçonete se afastou com o pedido do homem.
A manhã dele estava estressante. Saiu às pressas de casa, após brigar com sua mulher de novo. Brigaram novamente por ela não aceitar ter que se mudar por conta do trabalho dele. Já era a 5ª vez que se mudavam em três meses, mas dessa vez seria definitivo. Ele não via problema nisso, já sua esposa... Nem tomou café ao sair, e estava com muita fome. Ao entrar no coffee bar, se deparou com o local praticamente lotado. A garçonete, uma mocinha simpática, conseguiu-lhe uma mesa. Pelo menos conseguiria comer, e a companhia até que não era tão desagradável.
– Desculpe o incômodo moça. – Ele disse sentando-se. – Prometo não lhe incomodar.
– Temperance. Meu nome é Temperance Brennan. E não é incomodo nenhum, é bom ter uma companhia às vezes. – Ela lançou-lhe um sorriso lindo, que combinava perfeitamente com seus olhos azuis.
– Prazer Temperance. Sou Seeley Booth. – Apertaram as mãos. Seus olhares ficaram fixos um no outro. Estavam de mãos dadas há algum tempo. Tempo demais.

– Desculpe. – Ele disse recolhendo a mão.
– Sem problemas. – Ela ruborizou.
Um silêncio constrangedor se instalou entre eles. Booth quebrou o silêncio, após o seu pedido ser trazido pela garçonete.
– Então, Temperance, o que faz da vida?
– Sou química. Trabalho em um laboratório de pesquisas. E você?
– Eu trabalho trazendo obras de artes para os museus. Tipo um empresário de obras de artes, sabe? – ambos riram.
Novamente o silêncio constrangedor.
– Você é daqui? – perguntou ela.
– Não, sou da Carolina do Norte. E você?
– Quebec.
– Bom lugar para passar a infância. Pouca criminalidade...
– Pois é...
Silêncio. Ambos comiam suas refeições, absortos em seus pensamentos.
– Já comprou todos? – Ele perguntou apontando para as sacolas que estavam no chão ao lado dela.
– Quase. Faltam os de alguns amigos e... Do meu marido – A alegria na voz dela foi diminuindo ao passo em que terminava a frase.
– Então você é casada. Há quanto tempo?
– Pouco. Quatro anos. Já comprou os seus presentes? É casado também?
– Sobre os presentes, não. Estamos a duas semanas do Natal, eu sei, mas estou sem tempo. Acabei de mudar, e está tudo uma bagunça. Quanto a ser casado, sim. Mas estou enfrentado problemas. – Ele abaixou o olhar.
– Também estou. – confessou ela abaixando o olhar também.
Silêncio de novo.
– Bom eu vou indo. Prazer em conhecê-lo Seeley. – Ela levantou e apertou a mão dele.
– O prazer foi meu, Temperance. Gostei de conversar com você. Fica com o meu cartão, marcamos um café. Pode ser?
– Claro. Eu te ligo. – Ela disse afastando-se.
– Vou esperar.
Ela saiu do coffee bar. Ele ficou observando-a pela janela. Ela percebeu e acenou. Ele acenou também e recebeu um lindo sorriso de volta. Sentiu um calor em seu peito. Estaria sentindo “algo a mais” por Temperance? Assim, em tão pouco tempo?