Refletindo sozinha


Quão tênue é a linha entre amor e ódio? Como é possível gostar das pessoas, mas ao mesmo tempo não gostar?
Há algumas situações em que a implicância e os atos irritantes são características tão marcantes no individuo que acabamos gostando delas também, mesmo quando não o demonstramos. O problema se encontra quando os pontos positivos são superados pelas determinações mais chatas e exibicionistas. Qual o sentido de querer ser o que as pessoas esperam que você seja? Por que tentar demonstrar compreensão através de atos e palavras que soam mais como facas afiadas do que como balsamo para nossa dor?
Falar para não ceder a uma pessoa, até aquela bem próxima de você, que com suas maneiras e discursos causa mágoas e vergonha é fácil. O difícil é superar a linha tênue e deixar que saibam realmente quem você é: alguém intolerante que se importa.